è.u.tê'nhô(um)blòg

c o n ce i t u a l.
interlúdio: m.d.f. cap.2
série interrompida!
episódio 4:
cinco temas e o mundo.
estágio:
tema quatro: universalidade.
[anterior:
proximidade
ineditismo.
vericidade.]
encerrados:
episódio_3: [glass remains gold]
episódio_2: [cartas à]
episódio_1: [música de fundo]
oobrgadho pel viztaa, leitor.

feeling like:
::cause it's not what you make, it's what you leave and hell hounds on your face once again hell hounds on your face, cause...





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Segunda-feira, Fevereiro 27, 2006


manhã tão cinza, veja o sol desta.

Quando um demônio pisa a terra, a grama apodrece e as flores caem; a natureza desfalece, em sinal de desprezo. Geralmente, ele ri da atitude e permanece, displicente. Mas hoje ele voa, mesmo que com suas asas de morte e imundície, voa, porque não precisa mais do comentário da terra para saber-se a si. Quando um anjo observa a vida, a vida se enfeita toda: as flores, vermelhas, azuis, brancas, amarelas - todas nasceram a partir do olhar de um anjo. Mas hoje ela olha outras coisas, talvez também porque tenha percebido que esta beleza de ornamentos era só isso mesmo: uma beleza feita de enfeites.
Quando um anjo desce dos céus, o céu se abre em amplitude azul, infinito; e o sol arde mais do que deve, vermelho e amarelo, um círculo laranja no centro do espaço. Quando um demônio abandona sua casa, o contrário ocorre, que o alto se lhe nega um sorriso, e rompe em turbulência, em barulho e tempestade. Claro que o anjo amava a glória e clareza, óbvio que o demônio sentia-se em casa frente à ventania e o estrago; mas agora, de mãos dadas, a volta de ambos permanecia um céu nublado, átono, completamente branco. Talvez a ti doa esse imensidão monocromática, mas a eles não. A eles não doia a saudade de tais.
Não doia mais nada. A eles talvez nem existisse terra ou céu. Só reconheciam o olhar alheio. Só sabiam da textura da pele alheia.
Tudo é dor. Salvo esta exceção.


posted by b.m. at 3:46 PM conceitu.e:
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só pra constar.

Eu acho que queimei vinte e cinco por cento dos meus neurônios nos últimos quinze minutos.
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Isso é só pra registro. Continue dando atenção ao post abaixo.

posted by b.m. at 12:46 AM conceitu.e:
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Domingo, Fevereiro 26, 2006


o rei de roma e seus tênis vermelhos.

Dizem, e é verdade, que o rei de roma era soberano a tudo o que havia a sua volta, mesmo que o que estivesse a sua volta fosse a mulher de um ministro. Já faz bastante tempo que roma não é mais o que era, e hoje, se o rei tem poder, esse poder provém do merchandising de seus tênis; não sei qual empresa anuncia e sustenta o rei nesses tempos de agora, mas, por aquela borracha vermelha, já passaram a Nike e a Coca-cola. Assunto o qual não pode, de maneira alguma, interessar a você, meu caro leitor. Se é que você existe, é claro.
Se é que existe, pois não sei, posto que já que não há nenhuma contador nesta página. Mesmo que agora isso me seja útil, já que ei de reclamar de minhas próprias ações, num momento de fraqueza, preguiça, descompasso, negligência, e todos esses adjetivos que existem por ai. Porque, vejam abaixo, num impulso, num átimo de vontade, chamei gente para o nada. Um protesto tão vazio quanto as possibilidades de execução da atitude que prometia. E, não que eu me arrependa, povo de deus, filhos do sol, mas que desejava ter ficado na crítica pobre e nada cansativa, eu desejava. Porque esse negócio de conformismo é extremamente agradável, extremamente confortável.
Dizem, e é absolutamente verdade, que o rei de roma foi soberano até o momento em que começou a ceder o espaço de seus tênis para o nome dos outros, e agora, precede a sua voz a publicidade.
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O que o rei é? O eco de seus discursos passados.
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Mas se eram o que ele era, você diz, por que o rei não gostaria de tal?
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Porque palavra de gente ou de rei ou de pobre, as pessoas ouvem de um jeito. Mas palavra que se assemelha a publicidade, pessoa ouve de outro.

posted by b.m. at 5:36 PM conceitu.e:
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Sábado, Fevereiro 18, 2006


sister dew.

Entrelinhas. Os títulos de post deste blog sempre dizem mais do que o texto.
Principalmente quando são nomes de música.
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Quanto à Fábrica da Criatividade, pensei em dois modos de ajuda, duas instâncias para as pessoas que se dispuseram a colaborar. Uma delas, a que parece mais simples e menos eficaz é a de ajuda puramente individual - algum tipo de doação. Coisa que exigiria, logicamente, um grande número de pessoas para que o montante fosse considerável. A outra instância também é individual, mas o indivíduo age em grupo. Todos vocês tem gostos que são compartilhados por um número de pessoas. Exemplo prático é o do show que eu vou tentar montar, porque conheço possibilidade de casa, de instrumento e de bandas sem custo. Seis bandas que se comprometam a trazer dez pessoas a cinco reais cada - e já são trezentos reais, bem mais do que eu poderia fazer sozinho.
Essa é uma idéia.

posted by b.m. at 3:51 AM conceitu.e:
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Quinta-feira, Fevereiro 09, 2006


fábrica da criatividade 2. contato.

Das pessoas que eu não conheço, preciso dos seus MSNs.
Das pessoas que eu conheço, digam disponibilidade de horário.
Quero conversar com vocês todos.

posted by b.m. at 5:11 PM conceitu.e:
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the answer, my friend, is blowing in the wind.

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cinco de fevereiro.

Olá,

Sou Duanne de Oliveira Ribeiro, tenho 18 anos, moro em Santos. Sou aluno de jornalismo, proprietário de um blog e de uma banda que não tem quase atenção alguma. Ah, também sou leitor da Folha de São Paulo. Onde, nesses dias, o Gilberto Dimenstein usou sua coluna para falar do seu projeto. Na matéria, que eu acredito que você conheça, constava as ações da Fábrica e falava de como foi montada. Também dizia que havia dificuldades para mantê-la.
Só tenho a palavra do Dimenstein sobre isso. De qualquer jeito, pensei se poderia ajudar, juntando qualquer quantidade de recursos. Postei no blog e em orkuts e falei em MSN (táticas simples assim, de quem não tem experiência alguma). Isso faz menos de mais hora, talvez. Conversei aqui com um colega pra tentar fazer um show que fosse beneficente.
Podemos conseguir quase nada, e nem sei se vocês precisam mesmo.
Bem, é isso, que tenho a dizer. Aguardo resposta. Nem que seja pra dizer: "desiste, moleque".
Ah, o blog é http://www.eutenhoumblog.blogger.com.br.

atenciosamente,

Duanne O. Ribeiro
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quase ontem, quase hoje.

Seu Denilson Shikako, estou reenviando um email que te mandei, pra ver se o senhor responde e me dá aval para tentar formar a ajuda que eu quero.
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quase hoje, quase ontem - resposta.

Denilson Shikako to me
More options 3:04 am (13 hours ago)

Realmente desculpa a demora para responder seu email, mas uma ajuda como a sua é exatamente uma das formas mais legais e bacanas que se pode ter e se depender do meu aval pra isso acontecer "vai fundo, moleque"´é o que eu digo me apropriando de palavras do seu outro email. São iniciativas como a sua que fazem a internet ser um espaço democrático e muito útil para projetos que visam cidadania e cultura e sua ajuda será muito, muito bem vinda. Vc também está convidado para conhecer pessoalmente a Fábrica, comer um chocolatiinho e ver com seus próprios olhos o que a gente fez e quer fazer para a região do Capão Redondo.
Mais uma vez, valeu!
Abraços,
Denilson

posted by b.m. at 5:09 PM conceitu.e:
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Domingo, Fevereiro 05, 2006


fábrica da criatividade.

O jornalista Gilberto Dimenstein publicou em sua coluna no caderno Cotidiano da Folha de S.Paulo um relato sobre a Fábrica da Criatividade. A importância da Fábrica para este blog é a importância que se presume que ela tenha para as pessoas da sua comunidade. A Fábrica é um centro cultural montado no Capão Redondo, "uma das mais violentas regiões de São Paulo", nas palavras do jornalista, que também diz que lá "há uma absoluta falta de opções culturais; a imensa maioria dos jovens, por exemplo, nunca foi sequer ao cinema". Este centro cultural oferece aulas de música, de artes plásticas, de grafite, de animação, etc. E não parece ter condições de se manter por muito mais tempo.
Empreendimento de Denilson Shikako, 29, formado em música e informática, que juntou recursos durante seis anos para fazê-la, a Fábrica morre. Shikako, "no final do ano passado, viu-se obrigado a vender um carro e a esvaziar a sua poupança. Está batendo de porta em porta e ainda não sabe como pagar as dívidas que começam a se avolumar". As mensalidades não sustentaram o projeto.
A proposta deste blog é simples: juntar gente, conversar, organizar um meio de ajudar a Fábrica e executá-lo. Msn? (bm_433@hotmail.com) Email? (olvra.ribeiro@gmail.com). Se disposto, faça contato.
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Links sobre a Fábrica:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/colunas/gd010206.htm
http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=10739
http://www.maxpressnet.com.br/noticia-boxsa.asp?TIPO=PA&SQINF=201180

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