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o lado oposto ao
subjacente. |
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E houve silêncio na
Terra dos Gatos. Arruinado por cinco
mil pessoas que nem viram o que olhavam, ele comeu seus morangos
enquanto assistia seus programas. Imaginava se seria como o senhor
do Observatório de Imprensa - daquele jeito, tão feio.
Imaginações - é disso que se trata - e eles não querem que você
entenda. É pelo mistério, é pra ver só quem quer mesmo ver
conseguindo enxergar. "Dá uma olhada nos meus olhos
azuis", e caem dois corpos. E sem mais papai-noéis - que
destes o gosto ninguém prova - não havia mais festa, nem tímpanos
sendo gastos, e houve silêncio na Terra dos Gatos.
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wQuarta-feira, Dezembro 24, 2003 |
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único leitor
Olá,
Bem, o meu email está com a caixa de entrada cheia, pois agora estou em São Paulo e sem outlook, fica tudo em webmail. O último email eu comecei a responder por três vezes - da primeira, não conseguia formular idéias, da segunda, parei pra ver O Professor Aloprado 2 e na terceira o Outlook deu pau. Não o respondo agora porque o email seu, anterior, está em Santos, e não sei o que responder.
E o meu icq não conecta, olha que beleza.
Apareça nas RPGs do UOL, voltei a jogar.
Até mais, conquiste um natal feliz e construa um ano novo próspero.
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Traduções
Passou-me pela cabeça começar traduções de músicas, diferentes das muito literais de revistas, pelo menos das que vejo, que trazem algumas frases bastante estúpidas. Depois, percebi que talvez não tivesse capacidade para feito como esse, e resolvi, ao menos, imitar o trabalho do jornalista que escreveu Fragmentos de um Autobiografia, sobre Kurt Cobain. Então eu pesquiso, explico e traduzo cada verso.
E, apesar de, até agora, o Dying Days nã ter publicado a resenha que lhes escrevi, tentarei mandá-los o textos que aqui terminar.
Como primeiro trabalho, escolho 100 Percent, do Sonic Youth. Essa é uma música de clipe na MTV, logo, centenas de pessoas dirão gostar dela e da banda. Centenas, quem sabe milhares que não conhecem a banda como se deve conhecer qualquer coisa. Mas é feio falar que não se sabe e é bonito ser maior do que se é.
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100 Percent - Cem Por Cento, obviamente.
I could never forget you - the way you rock the girls -
"eu podia nunca te esquecer", e não tenho certeza se na segundo verso ele diz a razão para não esquecer ou outra coisa que não desejava esquecer. Como no decorrer da música há outras razões para que ele não o esquecesse, quem quer que seja, escolho a segunda opção. Podia-se traduzir, depois, 'o jeito/modo como você balança as garotas', ou coisa que o valha, mas eu prefiro: "o modo como você impressiona as garotas".
They move a world and love you - a blast in the underworld. -
"elas movem um mundo e te amam". O 'blast' do verso seguinte seria algo repentino, no dicionário aparece explosão ou rajada de vento. Convenhamos: alguém que nunca se esquece é como explosão e não como rajada de vento. 'Underworld' pode ser mundo dos criminosos, ou inferno. Uma explosão no inferno é algo natural, penso eu, e o impacto que o cara causa nas garotas também. Portanto: "uma explosão no inferno."
I stick a knife in my head - thinking about your eyes. -
"Eu enfio uma faca na meu rosto" - "pensando sobre seus olhos". Pode até ser literal, mas acredito que é algo como se a lembrança ferisse.
But now that you've been shot dead - i've got a new surprise.
"Mas agora que você foi baleado até a morte - eu tenho uma nova supresa." Parece que essa 'idolatria' era a mesma antes e depois da morte, aquele que morreu sabia e não se importava, mas agora que está morto o outro tem algo diferente a dizer.
And I've been waiting for you just to say - he's off to check his mind
"E eu estive esperando por você só para dizer", 'he's off': ele saiu? ele está desligado? Como traduzo isso? Não sei. "Ele está fora pra checar sua mente".
But all I know is you got no money, and that's got nothing to do with a good time
"Mas tudo o que eu sei é que você não tem dinheiro, e isso não tem nada a ver com diversão".
Could you forget the boy who - shot you in the head.
"Você poderia esquecer o garoto que atirou na sua cabeça?"
Or should you get a gun and - go and get revenge?
"Ou deveria pegar uma arma e ir se vingar?"
A hundred percent o'my love - up to you true star.
"Cem por cento do meu amor", e 'true star': estrela verdadeira? estrela da verdade? "e mais pra você, estrela legítima."
I couldn't believe you took off - i always know you go far.
"eu não poderia acreditar que você jogou tudo fora", queira Deus que isso se aproxima, "eu sempre soube que você iria longe".
But i've been around the world a milion times - and your men are slime
"mas eu estive perto do (seu) mundo um milhão de vezes - e todos os seus homens são lama." parece que tudo o que o outro tentou ser acabou sendo simplesmente nada, por mais que ele tivesse refeito sua imahem.
Running trought my head, good bye, i'm dead - westwood rockers is time for crying, hey!
"Passando através da minha cabeça, adeus, eu estou morto - roqueiros de westwood é hora de chorar, ei!" percebam como eu não consegui traduzir o westwood e como traduzi bem o 'hey'.
A tradução fica assim:
Eu podia nunca te esquecer - o modo como você impressiona as garotas.
Elas movem um mundo e te amam - uma explosão no inferno.
Eu enfio uma faca na meu rosto - pensando sobre seus olhos
Mas agora que você foi baleado até a morte - eu tenho uma nova supresa.
E eu estive esperando por você só para dizer - Ele está fora pra checar sua mente.
Mas tudo o que eu sei é que você não tem dinheiro, e isso não tem nada a ver com diversão.
Você poderia esquecer o garoto que atirou na sua cabeça?
Ou deveria pegar uma arma e ir se vingar?
Cem por cento do meu amor e mais pra você, estrela legítima.
Eu não poderia acreditar que você jogou tudo fora - eu sempre soube que você iria longe
Mas eu estive perto do (seu) mundo um milhão de vezes - e todos os seus homens são lama.
Atravessando a minha cabeça, adeus, eu estou morto - roqueiros de westwood é hora de chorar, ei!
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Devaneios de Véspera de Véspera de Natal
Acabei de ver O Grinch e estou pensando no Natal. Mas é diferente. O que eu filme diz é o que eu queria dizer há um bom tempo, é algo que desejei, e, agora, por razões que prefiro não citar, quero que permaneça longe de mim,
Complexo de Thanos da Marvel? Não, acho que não.
Não sei quem disse, mas disse que nosso subconsciente e consciente tem uma relação parecida com uma sala, uma porta e um corredor. Aquilo que não queremos, trancamos porta a fora, e lá o Indesejado fica, contando moscas e brincando com os pés. O Indesejado, as minhas perguntas que não quero responder - e que seriam tortuosas demais para encontrar resposta que valha - estas batem furiosamente na porta, e posso ver seus dedos amarelados na fechadura.
Gritam, esperneam. E novamente eu penso se quero pensar, se quero responder, se quero ser maior, se quero aprender; se quero qulquer coisa que não seja uma Tv, um sofá e meio pacote de biscoitos com chá. (Rimei, rimei).
E mais uma pergunta, de face vermelha e nariz rosado vem, saltitante pro meu lado: "Olá, seu Black Mage, tá satisfeito com o teu estado? Familiar com as coisas que desejou?(verso do Sonic Youth) Ou quem sabe cansado, planejando meios de ser maior, pois por melhor que fosse, pior não deixa de ser, e tua face no espelho, sem forma além da que lhe dá, não consegue mais ver?
Paro, fujo, chamo os seguranças. "Levem essa idéia para longe daqui!". Sento em minha escrivaninha mental, escrevo uma carta à Papai Noel: "Papai Noel, eu quero um assassino profissional, meia dúzia de verdades e reconhecimento mundial. Obrigado". Não! Apaga, apaga, apaga. "Papai Noel, eu quero a imortalidade. Num pacote bonito". Não! Nem pensar, algo de linha mais elevada!
"Ser Messias", não, "Ser Deus", não, "Ser Quem Sou", não, "Ser Qualquer Um", não, "Ser Ninguém", não, não, não!
Em um floco de neve há a cidade dos Quem, onde há o Natal mais belo e não falta felicidade para ninguém.
"Quero ser Papai Noel".
Não há neve no Brasil, pois estamos na Primavera.
Que seja. Já basta por hoje.
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Clube da Luta
Black Mage e Tyler Durden
- Muito bem, Black Mage. Fazenda, animais, viagens...[arma na nuca de b.m., puxando o cabelo por debaixo do chapéu] Diz-me, o que quer da vida, o que vai ser?
[Silêncio.]
- Eu...não sei...
- Como não sabe? E se morresse amanhã? Teria valido a pena?
- Anh...eu acho que sim...
[Tyler afrouxa a mão no cabelo. Não era uma resposta que ele esperava. Ele diz:]
- Como assim?
- Bem...eu consegui depois de três anos fritar um ovo hoje, e fiz uma viagem bastante...anh..animada...
- Animada?
- Três quedas de airship, monstros, guerras.
- E por que isso é interessante?
- Algumas pessoas que gosto me acompanharam.
[Tyler Durden pensa. Tyler Durden percebe que a arma escapou de sua mão, flutua no ar e cai há cinco metros de si. Dois segundos depois, a mão do mago Black Mage exibe uma luz vermelha.]
- Incinero seus miolos se respirar mais forte.
- Aham.
- Diz! O que quer ser da vida? O que vai ser?
- ...
- Diga!
- ...ora, não faz diferença...
- Quem você é?
[Tyler Durden não pode responder. Ele sabia que devia fazer as coisas com ardor, sabia que devia viver. Mas por um momento esqueceu os motivos, e nunca mais os tornou a ver. (Rimei).]
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wSábado, Dezembro 20, 2003 |
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O Blog é Meu e Eu faço o que Eu bem entender.
Algumas mudanças nessa zona aqui.
Antes, quaisquer livro/filme/coisa parecida que botava os olhos do primeiro parágrafo até o último ponto mereciam relevância neste blog, agora não mais. Escreverei tão somente sobre os que merecerem comentários. Chega de textos de um parágrafo inutéis. Sendo assim, todos os textos do falando sobre ou coisa parecida, que neste momento eu considere plenamente inutéis, serão apagados.
Como eu não tenho leitores, nem um contador que me conteste, pouco importa. Certo?
Também deve aumentar a frequência de textos que eu acho inteligentes, porque sou burro, e deve aumentar a frequência de textos de Cavaleiros, e talvez eu consiga aumentar o número de pessoas envolvida neste relato de imaginações passadas, pois por alguma razão que me é estranha, tento unir pessoas em torno de objetivos, mesmo que sejam estúpidos e mesmo que não se precise.
E linkarei mais blogs, porque eu leio um bom tanto de blogs, mas tomarei o cuidado de, para cada blog que colocar na lista do lado, enviar um email ao bloggeiro responsável, pois por alguma razão estranha eu acredito que alguém que posta suas idéias na internet está disposto a conversar.
Quer saber? Eu acho esse negócio de união e conversas sobre seja lá o que for bem legal.
E a derradeira mudança é que já não mais usarei o nome que está escrito no meu registro de nascimento. Mais uma vez em terras de dados, utilizo o cognome/personagem/avatar Black Mage - por motivos estéticos, reduzido à b.m.
Graças a essas resoluções os posts de: "O Amor Custa Caro", "Os Normais", "Um Diretor Contra Todos" e "O Mundo de Sofia" foram deletados; alguns desses até voltam, desta vez com um texto que valha o tempo de se colocar os olhos em cima.
Amém.
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wSábado, Dezembro 13, 2003 |
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falando sobre - livro velho, livro velho - Livros: O Mistério da Estrada de Sintra de Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão.
Dois homens calvagam calmamente pela estrada de Sintra, em um dia normal. Avistam homens a sua frente. Um conflito. Os dois homens são raptados. Vendados, chegam a uma casa. Na casa, um dos dois homens, médico, é convocado para conferir se um outro homem, que jazia sobre uma cama, estava realmente morto. O homem estava. Morto por ópio. Era um estrangeiro, pouco conhecido. Faltam-lhe o dinheiro dos bolsos. Há um lenço de mulher na casa. Há lendas de fantasmas. Há um homem que surge com ferramentas, e afirma ser o assassino, depois nega, depois afirma um suicídio.
Essa é a premissa. A história é contada por cartas enviadas ao Diário de Notícias, em modo de folhetim, pelos personagens da história. Curioso: na época (1800 e mais um tanto: livro velho, livro velho) em que Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão, os autores, publicaram os escritos, alguns acreditaram que a história realmente fosse real.
Vale a pena ler.
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wQuarta-feira, Dezembro 10, 2003 |
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Responsabilidade de Pensante
(som de fundo: Cássia Eller)
Mudar o mundo; Um animal é uma criança que só come, dorme e quer brincar. Um ser pensante é a criança que se considera o centro do mundo. Pensar, auto-denominar-se filósofo ou coisa que o valha é ter absoluta certeza de que suas idéias são melhores do que outras, é ter certeza de que sua concepção de vida é tão melhor que qualquer outra.
É crer que as pessoas devem segui-lo. Que são um rebanho de condenados.
Pensar é acreditar veementemente que o mundo todo está errado.
Pois pense: se o mundo está certo, para que me preocupar? Nadar a favor da corrente seria a alternativa correta; e para meio bilhão de pessoas, a vida está certa, o mundo está certo - é assim que as coisas devem ser, então, vamos seguir a corrente, e chegar primeiro, se der.
Controle populacional é fazer acreditar que as coisas estão certas, ou indo para algo certo; é criar um modus operandi da vida.
E é claro que eu acho que isso está errado; 'Criatura pensante', não foi o que eu disse? 'Bobeira é não viver a realidade'. A realidade, não fui eu que criei, não posso reclamar. Mas acho que está errado não reclamar, então, reclamo.
Pensar, filosofar, é fazer birra.
A única responsabilidade do pensante é fazer birra, o máximo que puder. Depois que você morre, chamam isso de revolução, e, ou te amam, ou te adoram.
Viver é ter alguém pra amar e alguém pra odiar.
Não se pensa quando ama, não se pensa quando odeia.
Pensar é não viver.
Coisas pensantes abdicam da vida e entram em algo diferente.
É responsabilidade de pensante voltar desse negócio estranho para a vida e dizer que foi legal.
Afinal, todo mundo conta história, 'no ato falho eu sou um fruto da criação'.
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Cavaleiros
'Primeiro Acontecimento', esse é o nome da (mini) saga que se encerra com os quatro primeiros capítulos. Depois, hora de dar enredo na história - colocar uns outros personagens, uns casais, umas rinchas, uns irmãos perdidos, umas princesas sequestradas, uns dragões cheios de tesouros, uns velhos safados, uns problemas psicológicos e emocionais. Aí eles podem se quebrar.
Capítulo 4
Então, Jeremias caiu ao chão.
O Caos Inicial tinha terminado, ele não tinha um pingo de energia no corpo.
O Velho ordenou ao seu discípulo derrotado que colocasse o Cavaleiro da Águia sobre as costas e que o levasse.
- Mas derrotamos o inimigo! - disse o discípulo.
- Ele não morreu. Não te ensinei isso? Não os mata, eles voltam. Sempre. E Caos Inicial não é coisa que se tem toda hora não. É o conceito da palavra 'inicial', só se tem no ínicio.
- É como 'dupla'.
- É, 'dupla' só pode ser dois.
Ambos concordaram e iniciaram caminhada, abrindo a maior distância possível do Cavaleiro Negro.
(nota do editor: esse diálogo que seguiu foi/é uma homenagem/cópia ao/do diálogo do Programa do Jô de 10/12/2003, na entrevista dos Los Hermanos)
Mundo Pararelo, noite.
Havia uma fogueira no centro das três pessoas, havia cinco luas no céu, e ambas eram belas, imensas e imponentes. O clima era agradável, não havia nuvens no céu, e Jeremias pode ver a maior quantidade de estrelas vermelhas de sua vida - afinal, não havia estrelas azuis naquele céu.
- A Jóia da Lenda.
Nas mãos do velho corria longa corrente de ouro maciço e brilhante. Enrolava em toda a sua mão, e um longo elo prendia um pedaço de rubí. A caixa da armadura estava ao lado do Velho, e quando ele passava a Jóia pela caixa, ele brilhava, incadenscente.
- Legal. - disse Jeremias - O que ela faz?
- Tem uma lenda, tem os cavaleiros, tem uma princesa e tem um castelo. A lenda diz que o mundo inteiro vai se foder algum dia, os cavaleiros servem pra impedir isso, a princesa serve de enfeite pros cavaleiros e ela só é encontrada no castelo.
- Legal.
- Dentro do castelo há uma imensa estrutura chamada Flor de Lótus. Não se entra na estrutura, não há portas, nem janelas.
- Que merda. Quem foi o idiota que fez?
- Cala a boca. O negócio foi feito pra proteger a princesa. Só se entra lá com a Jóia da Lenda. Todo Cavaleiro ganha uma.
- Por que eu não ganhei?
- Teoricamente, não haveriam Cavaleiros.
- Por que eu não ganhei?
- Porque estava comigo...
- Por que?
- Bem...
O Velho iniciou longa história, cheia de flashbacks, contando que, antes de haver Cavaleiros, o que sempre dava em guerra e muitas mortes, tentavam encontrar Escolhidos. Cerca de quatroscentos e trinta e três Mestres se dispunham para tal missão. Eles pegavam as Jóias da Lenda e guardavam. E assim matava-se dois coelhos com uma só investida: os Cavaleiros só iriam para a Flor de Lótus depois de ver um Mestre.
Os Escolhido lutavam contra as primeiras investidas do mal. Se surgisse qualquer Cavaleiro, isso queria dizer que não deu certo.
- Então a Armadura me levou para onde estava uma Jóia.
- Certo.
- E por que o meu mundo?
- Isso é questão de Simbiose, e, se tivermos sorte, jamais saberá o que significa.
Jeremias calou-se. Não queria saber tanto mesmo. Gostara de ter tido tanto poder em tão pouco tempo, e adorara não ter tido que ficar no Kansas. Confusões, brigas, sangue, dentes quebrados - era isso que tinha na antiga casa, e era isso que queria manter. Ele sorriu e pensou: "Acho que não vou poder ligar quando chegar..."
Foi nesse momento que o discípulo do Velho chutou a face de Jeremias e o fez cair.
- Quê diabos?
- Eu devo ser o Cavaleiro da Águia. Você só encontrou, eu fui escolhido. Vou matar-te.
- Puxa, legal. - Jeremias levantava-se. - Tenta.
Ele tentou.
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wSegunda-feira, Dezembro 08, 2003 |
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definitivamente
O trailer de 'O Senhor dos Anéis - o Retorno do Rei' é definitivamente, um dos melhores, senão melhor, trailer que já vi em minha vida. A obra de Tolkien tem mensagens mais honradas, mensagens que dão mais orgulhos do que certas passagens da Bíblia e só as cenas, só as falas...
Não, eu não chorei no cinema.
Assista ao trailer de O Retorno do Rei agora, e, se desejar, veja os do demais filmes da série.
Fico devendo, desde já, um post sobre 'O Senhor dos Anéis'.
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wDomingo, Dezembro 07, 2003 |
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Cavaleiros
O protagonista é algo importante. Ele tem que inspirar confiança inabalável, ao mesmo tempo em que inspira uma desconfiança tremenda. Ele tem que ser corajoso, ele só deve fazer algo: lutar - e amar aquilo que faz acima de tudo. Ele tem que ser o escolhido, o único que pode fazer certas coisas.
Bom, esse é um dos clichês que não pretendo seguir a risca.
Capítulo 3
Mundo Pararelo, luz do dia.
Agora apresentamos um cara, um velho, um outro cara e um cara mal. É tudo o que precisamos pra fazer uma história, e esse é o momento certo para se colocar alguma ação na história.
No momento em que Jeremias tocou na alça, ele e a armadura - pois aquilo que tocou, sim, era a caixa de uma armadura - foram teletransportados para o Mundo Pararelo. A armadura tinha que fazer isso, conseguira, e estava feliz.
O velho virou-se e observou.
"Uma armadura".
Os neurônios do velho somoram 2+2.
- Onde pegou a armadura? - gritou à Jeremias.
Jeremias estava atordoado.
- A profecia! A profecia! - gritava ele - Merda, merda, eu errei de escolhido, errei, errei, errei!
Jeremias parou, viu os dois lutando, viu o velho, olhou a caixa. Perguntou, enfim:
- O que está acontecendo?
O velho:
- Nós vamos morrer. Você tem uma armadura, e se usar, a gente não morre.
Jeremias aceitou a idéia.
Foi dez segundos depois de tocar na caixa com o intuito de vestir a armadura que sentiu os pedaços de metal vermelho-dourado unindo-se ao seu corpo. E o espírito de dezenas de guerreiros que a usaram antes, tal como energia, tal como uma chama que deu a ele força sobrenatural, entrou no seu corpo.
A armadura ainda estava meio disforme, ele possuía olhos vermelhos.
Isso chamava-se Caos Inicial, o velho conhecia e sabia que era tudo de que precisava.
- Louisier, eu mudo o desafiante! o Cavaleiro da Águia é seu inimigo!
Isso aconteceu dois segundos depois de Jeremias chocar-se contra o homem de armadura negra.
A batalha era ardorosa. O ar começara a girar rapidamente em volta dos dois, socos e pontapés causavam partículas energéticas que explodiam para todos os lugares.
Uma nuvem vermelha e elétrica, e eles lutavam no centro dela.
Súbito, Jeremias foi jogado ao chão, e este se abriu em uma cratera. O outro desceu, com as mãos ardentes em chama negra, e causou uma segunda explosão. Quem pudesse observar veria, ao fim das ondas de energia, a mão esquerda de Jeremias segurando o pulso do Cavaleiro Negro que ainda portava alguma energia.
Jeremias explodiu toda a força que sentia passar por seu corpo, e o homem ardeu em chamas vermelhas.
O que se segue foi exatamente o que Jeremias sentiu.
Começou no seu pulso, era como uma pontada dolorosa, que seguiu, como se cortasse o seu braço, até a coluna. Formigando por todo o resto do corpo num instante, explodindo por todos os poros do corpo como algo muito poderoso explodisse.
Jeremias gritou, e então foi lançado contra o chão, e lá permaneceu.
A armadura ainda estava disforme, e só por isso não foi capturada naquele momento.
- Patético. - disse o Louisien, e olhou para o velho - Vai entregar-me a jóia da lenda?
- É óbvio que não. Ainda tenho o Escolhido do meu lado! - o outro rapaz colocava-se na frente do velho.
- Se as armaduras foram invocadas, não há Escolhido. Os Cavaleiros vivem. Dê-me a jóia e salve sua vida.
Aconteceu um furiosa rajada circular de vento, um garoto de armadura disforme se ergueu, de sua mãos saíram duas esferas vermelhas, que giraram, se uniram, e explodiram em um tiro.
"Hearty!", as palavras haviam surgido de sua boca.
Loisien era forte, mas depois de tempos sem lutar, ele não mais sabia como receber um daqueles, era um golpe antigo e poderoso.
O tiro o atingiu, a armadura ardeu até deixar o negro e tornar-se vermelha, em brasa. Ele poderia ter sido jogado, mas resistiu bravamente em seu lugar.
No final, lembrou-se vagamente do último Cavaleiro que havia utilizado aquele golpe. Então, ele caiu.
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wSexta-feira, Dezembro 05, 2003 |
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falando sobre - a taça do mundo é nossa, com o Brasil não há quem poça - Filmes: aquele do Casseta & Planeta.
É engraçado.
Quero dizer, há cenas engraçadas. As redundâncias que são aplicadas em uns noventa por cento das falas do filme só me fizeram sorrir no trailer. As piadas sobre sexo (poucas, ao contrário do que me parecia) raramente me fazem rir, e hoje também não surtiram efeito. E, também, a insistência do personagem que fuma tudo o que vê pela frente só causaria riso ao deus de um ateu.
E há críticas sociais.
E isso é divertido: vá ao cinema, sente-se e ria, ria do Brasil! 'Abaicho a ditadura!' Piadas sobre o lado revolucionário, não instruído, lutando por algo que nunca vem e sempre está próximo. Piadas sobre o exército brasileiro, a censura, o pau-de-arara - e, como é de praxe, a vitória americana seja contra quem que lutem: baratas, ets, vietnamitas, monstros gigantes, brasileiros e mexicanos que aceitam a Alca.
Ria, meu amigo, e lembre-se de que aquilo é Brasil. Daqui há trinta anos, farão outra comédia simulando nossa época. E quem sabe, você poderá rir novamente vendo aquilo que não lutou, e, talvez, só talvez, agora pareça-lhe importante.
Mas estou fugindo do filme e entrando em política, desculpem-me.
A história é: roubaram a Jules Rimet, taça da Copa do Mundo. Ou seja: a única coisa com que o Brasil se importa, a única coisa que faz todos os brasileiros se unir.
Essa é a premissa.
O final é mudado porque não é feliz o bastante.
Ria do seu Brasil, e salve a seleção.
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wTerça-feira, Dezembro 02, 2003 |
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Cavaleiros
Parece-me que clichês são inevitáveis, já que é uma fanfic. Sendo assim, haverão donzelas em perigo, haverão personagens que apanham bastante e depois levantam com poderes super-ultra poderosos. Haverá coisas secretas que as pessoas contam na primeira oportunidade, haverá um grande vilão. Haverá uma lenda sobre o Apocalipse e as pessoas só cuidarão disso dois dias antes dela iniciar.
Capítulo 2
Foi um pouco depois de ter reclamado sobre a demora da viagem que Jeremias percebeu a anormalidade da plantação de trigo. Passavam em frente a ela, a caminho da fazenda de seu avô, e havia uma multidão atordoada pelos acontecimentos daquela tarde. O carro que os levava foi mais um dos que pararam.
- Veja - disse o Reitor - É assim que o medo deixa as pessoas: ficam em volta da porcaria qualquer que aconteceu, e não fazem nada.
Jeremias observou, bateu a porta, e foi ver o que acontecia.
Um mundo qualquer, o horário não é importante.
Um velho magricela olhava de longe uma batalha. Se qualquer pessoa perguntasse, ela a observara de longe porque assim poderia ter certos detalhes que só um mestre pode ter. Mas a verdade é que estava com medo.
Ele realmente estava com medo.
Afinal, a pessoa que havia escolhido para ser um dos Cavaleiros (como ele dizia: "os caras que vem, se enfiam num monte de latão e salvam o mundo"), e essa pessoa, nesse momento, estava sendo derrotada em batalha.
"Merda".
Eram dois homens de armadura. Um possuía armadura negra, com detalhes rubros, desenhos os quais não descrevo por hora. O outro pairava no ar, apenas com tecido pobre cobrindo o corpo. Sangrava.
Ele iria morrer dentro em pouco, e sabia disso.
- Não sabe nem para quê está aqui! Como queria que a armadura te salvasse?
Ele apenas sorriu, amargamente.
Jeremias aproximou-se da multidão.
- O que aconteceu? - perguntou.
- Deus se revoltou.
- Perdeu o controle remoto?
O homem olhou-o, com certa antipatia. Ignorou o que havia sido dito.
- Alguns raios caíram e rasgaram a plantação de feno ao meio. Ninguém foi lá. O padre diz que Deus não quer que ninguém vá lá.
- Eu não acredito.
- No padre?
- Não, em Deus.
O homem sorriu.
- Quem tem cú, tem medo. Imagina uma mão enorme saindo do céu e...
Jeremias não quis ouvir o resto do que o homem dizia. Entrou na plantação de feno, abrindo caminho com as mãos. Se fosse visto do céu, em cinco minutos em que sua mente foi invadida por pensamentos não importantes, ele seria visto entrando na imagem da águia. Mais dez minutos e ele chegaria ao seu centro.
É bem verdade que, se andasse sem desviar-se de seu caminho a partir do ponto em que entrou, nunca teria visto o que viu. A questão é que o ar pulsava, e havia um brilho avermelhado, que era cada vez mais forte.
O corpo começou a perceber que agora realmente estava com medo, mas Jeremias ainda não tinha tomado notícia. Andou, cauteloso, no ápice energético da imagem, e lá encontrou.
Uma caixa de metal presa na terra, com a parte de cima, com desenhos dourados, símbolos e pássaros. Haviam duas alças, também de metal.
Jeremias tomou as alças em mãos, e puxou.
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curioso
O Yahoo teve a gentileza de me avisar hoje que apagaria meus arquivos se eu não mexesse em certo site que fiz há muito, muito tempo atrás. Não me lembrava dele, e visitei.
Eu era um tanto quanto deprimente.
Percebi que as tentativas de piada que fiz, não tem graça, mas até que tem umas imagens (não originais, e se fossem, valeriam alguma coisa) que servem para alguma coisa. Acho que o site data de 2001. A idéia vem de um ano antes, ou de quando estava na quinta série, há links para uma empresa de intercâmbios que deveria sentir-se ofendida por ter sido posta lá (exatamente por isso, retirei o banner), e há um outro site antigo, que hoje é muito diferente do que era na época que foi linkado.
Esse site é o http://www.geocities.com/tdsuicidio/. Uma graça de site. Vou mexer nele e não deixar que seja apagado.
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marketingui
Novela.
Cinco segundos. Uma personagem afirma que não há razão alguma para saber o nome de fulano de tal da Semana da Arte Moderna, que saber dessas pessoas que fazem algo importante no passado não serve pra nada. Ponto.
Uns quinze segundos. Uma cena qualquer. Uma criança brincando com o celular: "Pare de mexer no celular de fulano de tal, criança" - "Não estou mexendo, estou colocando o 23 em todos os números até os internacionais!". Personagens riem.
Propaganda.
Trinta segundos. Conclusão: odeio todas as pessoas que são demasiado suscetíveis a qualquer maldito slogan [Experimenta, experimenta!]. Não sei que tipo de idiotice coletiva leva a repetirem esse tipo de coisa. Um dia, algumas horas, seis ou sete anedotas, tudo bem. Mas, dois meses é muito.
Mais de 72 horas atrás. Passa-se em frente a uma barraquinha. Vê "Langosh". Langosh. Legal. Eu quero um langosh. Preciso de um. [pede um langosh]. [começam a preparar o langosh. olhando a preparação do langosh.] "Isso parece um pastelão."..."Não, isso não pode ser. É um langosh.". O tempo passa. Ela faz um pastelão. Um maldito pastelão com nome diferente.
[idiota sorridente aparece.] "Hey, já pediu seu presente das casas Bahia?".
u_U.
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